quarta-feira, 29 de julho de 2015

EXAME DE ORDEM, UM SISTEMA DE APROVAÇÃO POR COTAS

Boa noite! Sou indiferente ao exame, mas não posso deixar de tecer meu comentário. Tenho resistência a certas pesquisas tendenciosas como está publicada. Fato é que existe uma blindagem em torno de um exame totalmente equivocado realizado por uma Instituição intransigente e despreparada, prepotente, destoa é muito do Estado de Democrático de Direito que vivemos. Concordo que existem muitos operadores do direito despreparados, Eu mesmo sou acionado de madrugada para auxiliar colegas que possuem a carteira devido a decoreba do exame, mas na prática não sabem o que significa fazer carga de um processo, substabelecimento então parece um palavrão língua desconhecida. É um absurdo jogar fora 220 reais, preço pago num concurso para juiz, promotor e procurador da república, enquanto o que se vê são excelentes profissionais que não logram êxito num exame que mais parece um sistema de cotas para aprovação, do que de aferição de conhecimento. Isso tudo perpetrado por uma Instituição de classe que diz está na defesa dos profissionais de direito. Que defesa?! Sobrecarregando e sobretaxando abruptamente um Bacharel?. Tripudiando em cima de diplomas de pessoas que durante cinco anos a custa de muitas dificuldades lograram êxito para se formar e depois são considerados absolutamente NADA. Que Instituição é essa?! Que desdenha dos seus publicamente. Assim como existem péssimos operadores de direito, existem mais ainda péssimos operadores da ordem, juízes, Promotores, Procuradores que usam analistas judiciários ou até mesmos técnicos para elaborar seus pareceres, sentença, despachos, decisões. Que absurdo! Como se ninguém soubesse. Como se isso só acontecesse nos escritórios de advocacia. Ai depois querem falar em EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO. Só porque no final quem assina as peças são os verdadeiros detentores da carteira rosada ou do título de autoridade tal. Senhores, não sejamos ingênuos, querendo administrar a culpa a apenas a uma parcela de profissionais. Não estamos numa seara de santas, parecemos mais prostitutas de joelhos frente a um sistema de boas intenções, mas tão corrupto e falido, desprestigiado de sua classe, desrespeitoso, achacador, como qualquer outro sistema que envolva dinheiro! Toda essa discussão além de ridícula, faz rir os detentores do poder em torno de um exame que aufere lucros estratosféricos que a própria OAB queda-se inerte em explicar a sua devida aplicação. Duvidem?! Basta olhar as salas dos advogados espalhadas pelos fóruns, algumas parecem verdadeiros cortiços, nem bebedouro possuem, além de pagar a mensalidade; o que mais recebe o advogado? Como são vistos os Estagiários nos escritórios de advocacia e pela própria OAB? "Escraviários"! Advogados desrespeitados nos balcões das varas e delegacias e diz a OAB que o exame é necessário para VALORIZAÇÃO do profissional. Porque esse mesmo "tão importante" exame não é oferecido de graça ou a um custo mais a quem da realidade dos milhares de Bacharéis desempregados espalhados pelo Brasil? Condições, tem sim a OAB federal e suas seccionais de fazer, porque se não houvesse recurso financeiro a ser gasto, não haveria tanta briga para presidência que ocorrerá final deste ano. Esclarecendo e não os fazendo pecar, advogo na área tributária, ou seja, vivo bem da advocacia, mas me tornei profissional do direito para combater as injustiças e esse exame como é hoje realizado é uma das maiores injustiças praticadas contra uma classe desprestigiadas. Ai o STF blinda esse espetáculo, porque existe uma confraria muito bem elaborada que se alimenta da desgraça alheia. Nunca corri do exame, nunca o vi como um bicho, Eu, era gari, catador de lixo e desembolsar 220 reais para deixar de alimentar meus filhos e satisfazer minhas necessidades para poder ter um direito meu que deveria ser garantido por lei desde que Eu saísse da Faculdade. Que puna o MEC as Faculdades e Universidades despreparadas e não pessoas sérias comprometidas com seus sonhos e projetos de vida que se tornam reféns de um exame sanguessuga. Ai, o hilário é que depois de tanta idiotice para passar na prova, você tem que tirar fotinha segurando a carteira com sorriso na cara ao lado das pessoas que fizeram absolutamente NADA para te ajudar. Uma verdadeira piada pronta num País da bandalheira! Ainda vamos ficar falando de picuinhas jurídicas de boteco?!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

UM PAÍS EM COLAPSO - A HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONTA

UM PAÍS EM COLAPSO – A HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONTA
Sou para o Direito, assim como a matemática é para quem gosta, mas não precisa estar nos cursos avançados de cálculos para se perceber o montante roubado desse País e pior, a polícia investiga e prende, a justiça, a bem das brechas legais, criadas pelo próprio Legislador, pensando em si, permiti,  e manda soltar os corruptos (Ladrões). Não há que se falar em suspeitos, são ladrões declarados e tão declarados que nem a cara escondem mais das câmeras, ainda riem do povo brasileiro. 

E o Congresso porque não pede impeachment da Presidente? Porque se rouba tanto nesse País e só os ladrões pé de chinelo merecem cadeia? Cadeias estas que estão abarrotadas. Lei, Justiça, cadeia, punição é para todos, pelo menos é o que rege o princípio constitucional da Isonomia(Igualdade). Na verdade, só existe “igualdade” na lei, justiça, cadeia e punição para os pobres, para os trabalhadores e decentes. Bandido tem que ser tratado como bandido. Fica ai o clássico e bem empregado exemplo e recado dado pela Indonésia: “"Em meu país Traficante não fica Rico, não vira Celebridade nem segue a carreira Política. Tá dado o recado."
   
Já n Brasil, não só o traficante enriquece e vira celebridade, como o corrupto, leia-se político, empreiteiros, doleiros, lobistas e todo colarinho branco. Esses tem permissão estatal para tripudiar em cima de gente honesta e decente, porque nada acontece.

Vejamos alguns exemplos clássicos que trouxeram o País ao colapso:

Vou nem comentar do Governo de Brasília, era Agnelo, fica para outro texto.

O Brasil vive 33 anos de escândalos...isso mesmo, 33 anos, e ainda não conseguira, afundar o Brasil de tão rico e forte que é nossa gente(honesta) e fontes de riquezas naturais.

1.Governo Geisel ( Ernesto Geisel) ( 1974 - 1979) - 10 casos em 6 anos de governo (Período de exceção para conter as investidas comunistas contra o Brasil);

2.Governo Figueiredo (João Baptista Figueiredo) ( 1979 - 1985) - 11 casos em 6 anos de governo (Período de abertura política, iniciada no Governo Geisel, e de liberação política e econômica);

3.Governo Sarney ( José Sarney) ( 1985 - 1990) - 6 casos em 6 anos de governo. CPI da Corrupção. Escândalo do Ministério das Comunicações (grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não ao Sarney. A concessão é em troca de cargos, votos ou apoio ao presidente);

4.Governo Collor ( Fernando Collor de Mello) ( 1990 - 1992), 19 casos em 2 anos de governo;

5.Governo Itamar Franco (Itamar Augusto Cautiero Franco) ( 1992- 1995) - 32 casos em 3 anos de governo;

6.Governo FHC ( Fernando Henrique Cardoso) (1995 - 2003), 44 casos em 8 anos de governo;
7.Governo Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) (desde 2003), 101 casos em 4 anos de governo, fora os não catalogados;

8. Governo Dilma, R$682 milhões de prejuízos, levantados pela GCU, R$88 bilhões em negócios superfaturados realizados pela Petrobrás na gestão da atual presidente Graças Foster, Petrolão movimentou pelo menos R$ 2,1 bilhões, diz MP.

Pouca coisa né!.  E o salário mínimo aumentou quanto mesmo?

Finalizando, colaciono ao meu texto, informações que assombram os bandidos da Operação Lava Jato, traga pelo site O DIA BRASIL:

“Curitiba: A ponte aérea, para os advogados de executivos das maiores empreiteiras do país, deixou de ser Rio-São Paulo e incluiu Curitiba, de onde são comandadas as investigações da Operação Lava Jato, que podem desestruturar grupos acostumados à impunidade. A passagem de ida e volta custa, em média, R$ 400. Fichinha perto do que se estima de desvios da Petrobras: R$ 21 bilhões. Quem comanda a operação, com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, é um juiz de 42 anos, de Ponta Grossa, no Paraná, de hábitos simples, sotaque forte, voz grossa e avesso a ver sua imagem na mídia. E que vê sua função, na qual ingressou aos 24 anos, em 1996, como missão. Por suspeitar da tentativa de cooptação política, rejeitou a possibilidade de se tornar desembargador. Filho de professor, até março, quando começaram as delações premiadas de um doleiro e de um ex-diretor da Petrobras, ia de bicicleta ao trabalho, na 13ª Vara Federal de Curitiba. A pedido da família, hoje vai de carro, um Fiat Idea 2005. Juiz Sérgio Moro tem obsessão pelo combate à corrupção. Ele não gosta de entrevistas e de aparecer na mídia.”

É! Acharam que havia só um Joaquim Barbosa, ainda existem vários nesse País. O Gigante pode ter adormecido novamente, mas não está calado, silencio, não se traduz em fraqueza e nem em concordância. 

Estamos trabalhando para libertação do País. Uma nova Lei Áurea!

Rafael Vinhas

Jurista e Professor de Direito

sábado, 20 de outubro de 2012

"O Grito das Prisões"



Você pode dizer que esse problema não é seu. Eu concordo! Mas as consequências quem irá sofrer somos nós, tenha certeza disso. Eles são vítimas do Estado, vítimas de um sistema punitivo falido e nós seremos as vítimas do que esta sendo produzido nos presídios brasileiros, que amanhã ou depois as manchetes nos jornais estaram chamando de Monstros. Mas quem são os verdadeiros Monstros??? Existem culpados? Existem criminosos irecuperaveís? Merecem punição? Claro que sim! Mas pensem, ponderem e tire suas próprias conclusões. Assista e divulgue!

VERA ANDRADE - Análise Criminológica da Reforma Penal



Excelente palestra da Drª Vera Andrade sob a Reforma Penal. Uma verdade que a mídia e os meios de comunicação não divulgam. Perdem-se tempo com novelas e programas atrofiadores de mentes que impedem e não permitem que o brasileiro não veja além. Enquanto estivermos presos a política feudal moderna do vale gás, vale pão, bolsa isso e bolsa aquilo como instrumento de voto e de cabresto sob a falsa ótica de politica pública e ações afirmativas, nossa sociedade estara acorrentada as mazelas sociais imposta pelos Senhores Feudais modernos. Pra que uma nação que pensa e opina?! Isso, segundo entender destes Senhores Feudais, gera instabilidade politica, gera inconformismo, gera rebeldia, a verdade nua e crua é que, gera sim LIBERDADE de pensamento e opinião, gera RESULTADOS nas urnas, gera MORALIZAÇÃO social e politica. Acorda Brasil!!! Assistam e divulguem.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

PAPO DE POLÍCIA - 1º EPISÓDIO (PRIMEIRA TEMPORADA)



Nação, bom dia!
Divulgo aqui um excelente trabalho realizado pelo AfroReggae e o policial civil Beto Chaves, que hoje tenho o prazer de dizer que é um novo amigo fiz. Um ser humano extraordinário, uma visão de vida, de mundo, da sociedade de forma fantástica. Beto sou teu fã meu irmão. Parabéns!!! Assistamsão sete epsódios que valem a pena assistir e tirar suas conclusões.

Publicado em 07/03/2012 por
O programa conta com sete episódios que foram totalmente filmados no Complexo do Alemão. O policial Beto Chaves é o protagonista e troca suas armas para conhecer e mostrar um outro lado do Complexo nunca antes revelado. "Papo de Polícia" tem direção de Rafael Dragaud, também diretor do consagrado "Conexões Urbanas". Confira o Papo de Polícia!

Categoria:

Licença:

Licença padrão do YouTube

CONEXÕES URBANAS - POLÍCIA - PARTE 01 DE 03


A partir de 23 de outubro foi dada a largada para a segunda temporada do Conexões Urbanas no Multishow. As gravações tiveram início em setembro e o programa voltou ao ar dia 23 de outubro, sempre às sextas-feiras, às 23h. Nesta temporada, com 13 episódios, o coordenador-executivo do AfroReggae, Jose Junior, mostra de perto o conflito nas favelas do Rio - sob o ponto de vista da polícia e do bandido. Entre outros temas, o programa aborda ainda a pirataria sob o prisma da inclusão, o jornalismo em áreas de conflito, a importância dos negros na moda brasileira, o genocídio em Darfur, no Sudão e o trabalho desenvolvido pelo Nós do Morro, que há mais de 20 anos promove acesso à arte a e cultura.

O Conexões é apresentado por Jose Junior. Rafael Dragaud assina a direção e a produção é do AfroReggae. O programa aborda temas complexos de forma descontraída.

O Programa Conexões Urbanas vai ao ar no Multishow todas as sextas-feiras às 23h.

Siga Jose Junior no Twitter: http://twitter.com/JJAfroReggae

Patrocínio: Banco Real/Grupo Santander, Petrobras e Governo do Estado do Rio de Janeiro

Edição do Programa: Multishow

Categoria:

Licença:

Licença padrão do YouTube

CONEXÕES URBANAS - AFROREGGAE

Colegas, venho aqui divulgar um excelente trabalho do AfroReggae. Como é uma sequência, assistam, é muito bom, nos dá uma visão de vida e da realidade do nosso país. Hoje em tese, como muitos gostam de acreditar, é uma realidade do Rio de Janeiro, mas Brasília e outros Estados não vivem longe disso, vivem sim numa situação velada, discreta, mas quem esta no dia a dia nas ruas, inserido no sistema, sabe que nãoé bem assim. Parabéns ao AfroReggae.

http://www.youtube.com/watch?v=yesNppm4y9s


Enviado por em 16/12/2009
A partir de 23 de outubro foi dada a largada para a segunda temporada do Conexões Urbanas no Multishow. As gravações tiveram início em setembro e o programa voltou ao ar dia 23 de outubro, sempre às sextas-feiras, às 23h. Nesta temporada, com 13 episódios, o coordenador-executivo do AfroReggae, Jose Junior, mostra de perto o conflito nas favelas do Rio - sob o ponto de vista da polícia e do bandido. Entre outros temas, o programa aborda ainda a pirataria sob o prisma da inclusão, o jornalismo em áreas de conflito, a importância dos negros na moda brasileira, o genocídio em Darfur, no Sudão e o trabalho desenvolvido pelo Nós do Morro, que há mais de 20 anos promove acesso à arte a e cultura.

O Conexões é apresentado por Jose Junior. Rafael Dragaud assina a direção e a produção é do AfroReggae. O programa aborda temas complexos de forma descontraída.

O Programa Conexões Urbanas vai ao ar no Multishow todas as sextas-feiras às 23h.

Siga Jose Junior no Twitter: http://twitter.com/JJAfroReggae

Patrocínio: Banco Real/Grupo Santander, Petrobras e Governo do Estado do Rio de Janeiro

Edição do Programa: Multishow

Categoria:

Licença:

Licença padrão do YouTube

PRISÃO PERPÉTUA A LA BRASILERA


Prisão perpétua a la brasileira


Como é do conhecimento de todos a Constituição da Republica Federativa do Brasil reza que não haverá pena de morte (salvo os casos elencados) e nem prisão perpétua. E é justamente nesse ponto que gostaria de fazer um breve comentário. Ao realizar meu trabalho de conclusão de curso na Acadêmia deparei-me com um artigo muito interessante sob as condições dos manicômios judiciais, leia-se hospitais de custódia, onde pessoas em conflito com a lei, sejam elas de alta periculosidade que sofrem de transtornos mentais ou simplesmente pessoas que cometeram crimes de menor potencial ofensivo e lesivo, mas detentoras de alguma patologia psiquica, estão amontoadas e esquecidas nesses lugares que são verdadeiros depósitos de dejetos humanos. Sem recuperação, sem acompanhamento profissional, sem amparo do Estado e condenados a uma “prisão perpétua a la brasileira”, citarei citando a fonte alguns casos concretos e reais que chamaram-me muita atenção e deixou indignado pela cruel que essas pessoas são tratadas independente do crime que cometeram e uma afronta claro aos direitos humanos. E o que é mais estarrecedor, todo mundo sabe e ninguém faz nada, porque enquanto eles estiverem esquecidos lá, não nos incomoda, que morram a míngua e a vida segue em frente. Ai falamos na dogmática jurídica do direito a vida, dos princípios da isonomia, da imparcialidade, da ampla defesa, do direito a vida, a educação e SAÚDE. Temos aqui um caso claro de caos na saúde pública. Observe que se na esfera jurídica de âmbito penal e constitucional o caso é gravíssimo, o que refere-se então a saúde pública e politicas públicas não consigo nem palavras para descrever o abismo que esses hospitais de custódia se encontram.

No Brasil, o tempo máximo de prisão é de 30 anos, preceitua o código penal pátrio , no seu artigo 75, porém essa é uma norma jurídica que não vale e nem aplica para pessoas internadas nos manicômios judiciais, pois lá o código penal "paralelo" e a constituição "paralela" define uma regra clara: "internado sob sabe quando entra, mas NUNCA quando vão sair e em que condições irão sair, se sair."

Geraldo* passou as últimas três décadas da vida atrás das grades por ter furtado uma pasta de documentos com 100 cruzeiros, o que corresponderia hoje a menos de R$ 15. Pela insignificância do crime, o homem, de 58 anos, que permanece detido em Porto Alegre (RS), nem deveria ter sido trancafiado. Uma característica, porém, diferencia Geraldo da maioria dos demais brasileiros. Ele sofre de esquizofrenia paranoide e algum retardo mental. Embora o ordenamento jurídico recomende tratamento para pessoas com distúrbios psiquiátricos, e não cadeia, a vida real tem se encarregado de condená-las à prisão perpétua.”

Princípio da Insignificância (crime de bagatela)

Descrição do Verbete: o princípio da insignificância tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, ou seja, não considera o ato praticado como um crime, por isso, sua aplicação resulta na absolvição do réu e não apenas na diminuição e substituição da pena ou não sua não aplicação. Para ser utilizado, faz-se necessária a presença de certos requisitos, tais como: (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada (exemplo: o furto de algo de baixo valor). Sua aplicação decorre no sentido de que o direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado cujo desvalor - por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes - não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social. http://www.stf.jus.br/portal/glossario/verVerbete.asp?letra=P&id=491
Esse é o entendimento da suprema corte brasileira, mas sua aplicação na vida prática demonstra ser bem diferente, onde verdadeiramente a justiça é CEGA, e os magistrados e operadores do Direito também. Observe as palavras da Eminente Ministra do STF, Carmem Lúcia:

"A tipicidade penal não pode ser percebida como o trivial exercício de adequação do fato concreto à norma abstrata. Além da correspondência formal, para a configuração da tipicidade, é necessária uma análise materialmente valorativa das circunstâncias do caso concreto, no sentido de se verificar a ocorrência de alguma lesão grave, contundente e penalmente relevante do bem jurídico tutelado" (STF, HC n.º 97.772/RS, 1.ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 19/11/2009.)

Diante do fundamento jurídico posto, o que se encontra na vida real, é o que nos relata dados passados pelo Departamento Penitenciário Nacional, órgão pertencente ao Ministério da Justiça:

"Existem hoje no Brasil cerca de 5 mil pessoas em manicômios judiciários, também chamados de hospitais de custódia, distribuídos em 17 unidades da Federação. A média de internação nesses locais, onde reina a lógica prisional no lugar da médica, ultrapassa uma década. É fácil encontrar gente com 20, 30 e até 40 anos nas instituições. Na gíria dos próprios pacientes, viraram “patrimônio”, sumiram socialmente. “Como em boa parte dos crimes, a ocorrência se dá no contexto familiar, o processo de retorno à casa é muito complicado. Às vezes, você já tem o laudo médico recomendando a desinternação do paciente, mas não há para onde mandá-lo”, explica Ana Cristina de Alencar, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen)."

                 Patrimônio” esse é o adjetivo usado. É correto isso? É moralmente aceitável? Para boa parcela da sociedade a resposta é SIM, pois isso não me incomoda, são marginais, estão lá, estou seguro aqui, assim pensam alguns. Mas para aqueles que operam o Direito e para os administram ou deveriam administrar a justiça, o pensamento deveria ser mais humanístico, ainda que cause assombro e revolta em alguns. Pois a sociedade, o homem médio não vê a aplicação do direito como seus operados e aqueles que estão inseridos no sistema veem, existe uma visão e uma aceitação diferenciada, e justamente nesse ponto que não podemos nos igualar aos demais. Não estou aqui e nem vou defender o crime e nem o criminoso, defendo sim a aplicação correta do direito dentro das suas hermeneuticas jurídicas e constitucionais. “Dai a César o que é de César”, parafraseando o versículo público no seu direito canônico, por assim dizer.

                  "É o que ocorre com Alberto*, há 32 anos no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho, no Rio de Janeiro. Internado desde 1977, por homicídio, o homem que entrou aos 31 anos na cadeia e hoje tem 63 já sonhou em ganhar as ruas, gozar a liberdade, com o aval dos médicos da instituição. “Do ponto de vista psicológico, apresenta condições de ser desinternado…”, repetem dezenas de laudos anexados ao prontuário dele desde a década de 1990. Mas o exame de saúde positivo, que assegura a estabilidade de sua esquizofrenia, não é suficiente para libertar Alberto. Na hora de autorizar o livramento, os juízes também avaliam o vínculo familiar. Na falta dele, costumam negar a “alta”.

                 "Hoje, o homem que passou mais da metade da vida preso anda amuado em sua cama. “Estou dormindo”, diz Alberto, para abreviar o papo, na cela dividida com três internos. Já Geraldo, trancafiado em Porto Alegre há 30 anos por causa de aproximadamente R$ 15, planeja coisas comuns para o dia em que puder ser livre. “Quero trabalhar e dançar. Em casa, porque nos bailes a gente gasta dinheiro”, adverte. Ele conta que era bom no forró, até o episódio do furto. “Foi uma confusão de uma pasta no centro”, comenta Geraldo, que tinha histórico de 12 internações em hospitais psiquiátricos antes de ser levado ao manicômio judiciário."

Concluindo o relatório do DEPEN pinta numa tela o contraste da realidade em todo país:

"Cadeados. O ambiente nessas instituições se diferencia do funcionamento de qualquer penitenciária por um único detalhe. Durante o dia, a maioria dos internos pode caminhar em áreas coletivas. Esquemas de segurança são menos rigorosos, até porque dificilmente há tentativas de fuga. Ao fim da tarde, entretanto, agentes carcereiros, e não funcionários da saúde, passam os cadeados nas celas, que deveriam ser enfermarias. A precariedade das instalações assusta olhos pouco habituados ao caos dos presídios. Roupas penduradas nas celas e muitas garrafas plásticas de refrigerante repetem-se a cada cubículo. “Eles pegam água no bebedouro, lá embaixo (no pátio), para passar a noite”, explica o inspetor Paulo Roberto Figueiredo, do Heitor Carrilho, no Rio, onde estão em torno de 160 pacientes hoje."
"Duplo estigma “A administração dos hospitais de custódia continua ligada à gestão prisional e não à saúde. Por que essa diferença entre o paciente que praticou crime e o que não praticou? A Lei 10.216 (que rege o atendimento em saúde mental no país) não faz essa distinção”, critica Carmen Sílvia Barros, defensora pública em São Paulo. Diretor do IPF, o psiquiatra Rogério Cardoso concorda com o raciocínio, mas tem dúvidas sobre a perspectiva de melhora. “Teoricamente, seria melhor se o sistema estivesse com a saúde, mas do jeito que anda a prestação de serviços na área nem dá para saber”, alfineta o médico."

Durmamos em paz. Não é com a gente, são apenas criminosos."Quem que não tiver pecados que atire a primeira pedra”, mas uma reflexão posta pelo direito canônico real. Para evoluirmos com sociedade, precisamo individualmente evoluirmos como seres humanos. Pondere e faça alguma coisa!!!
Fonte consultada:

Coisa julgada material e sua garantia Constitucional


Decidindo o judiciário a questão em definitivo e cumprido os trâmites procedimentais relacionado à matéria posta, ocorre então o que vem a ser a coisa julgada material. Essa qualidade conferida a sentença judicial, impede o juiz a concluir qualquer coisa de forma diversa, seja qual for o motivo. É um impeditivo jurídico legal que consta na norma. Não cabe mais recurso, pois seu objetivo em via de regra é a segurança jurídica, impedindo assim a eternização dos litígios.

Uma vez que as questões tragas ao processo que envolvam as partes litigantes tenham sido suficientemente analisadas pelo Magistrado e para assegurar o direito real e manter a segurança jurídica, ou seja, decidido seu mérito sendo pronunciada a sentença, faz coisa julgada. Não há mais o que ser discutido naquele processo, nem se pode iniciar um novo processo tendo como foco o mesmo objetivo, senão torna-se algo que não tem fim em sí.

Como nosso ordenamento jurídico tem seus fundamentos no direito romano, é justamente lá que encontramos a origem da coisa julgada material, pois seu surgimento era a justificativa de haver a pacificação social e por fim ao processo. Um exemplo clássico usado nos muitos livros de doutrina é o caso de “A” cobrando indenização de “B” por acidente de trânsito, mas no curso do processo não consegue apresentar qualquer prova de que “B” seja culpado. O juiz julga o pedido improcedente (nega a indenização pedida), “A” não recorre no prazo previsto em lei e a sentença transita em julgado, ocorre então a coisa julgada material, o mérito foi julgado e fixado sua sentença terminativa.

Observa-se nas palavras do Ministro José Delgado “a conceituação da coisa julgada, em face do princípios da moralidade pública e da segurança jurídica”, nasce o binômio justiça-segurança. Isso nos abre uma reflexão a cerca desse instituto, elimando conflitos, dando as partes um tratamento equaneme.

Os efeitos causados dentro e fora do processo pela coisa julgada material tem sua garantia constitucional legitimada pelo bem social e jurídico que ela produz e proporciona, a fim de conferir segurança e efetividade nas relações jurídicas.

Porém, atrelado a essa garantia que a sentença transitada em julgado dá, existe a necessidade do equilíbrio adequado no sistema do processo civil brasileiro. É a celeridade processual. Isso favorece as relações entre os litigantes, produzindo resultados justos de forma ponderada e celeri, cumprindo sua missão pacificadora, certificando aos jurisdicionados que o seu direito está sendo tratado de forma adequada e eficiente, produzindo seus efeitos legais e justos sob a luz do ordenamento jurídico pátrio, mostrando assim que o judiciário tem compromisso com a ética, passando, fortalecendo e mantendo essa credibilidade e transparência.





Fonte Bibliográfica consultada:

www.wikipedia.org/wiki/Coisa_julgada


quinta-feira, 22 de março de 2012

Medidas AntiTerror, no Brasil?!


Medidas AntiTerror. Não existe cor, raça e nem fonteiras.

Campeonatos brasileiros, time ganhando ou perdendo, mulatas desfilando seminuas pelo Rio de Janeiro, a empolgação com a chegada da copa o mundo e outras futilidades a mais que prendem atenção da Nação, enquanto que nos bastidores da vida real, da vida prática, se descortinam as verdadeiras cenas que só até então se viam nos filmes produzidos por Hollywood. Que agora é uma constante aqui no nosso País.


A quase seis anos, para ser exato no dia 12 de maio de 2006 o Brasil viveu, senão foi o seu primeiro, com certeza foi o seu maior e mais exposto inferno urbano na história do País, quando o PCC – Primeiro Comando da Capital, fez o Brasil e o mundo assistir de forma abismada a uma série de atentados, comandados pelo Marcola, o principal líder da organização criminosa, onde centenas ou talvez até mais pessoas foram mortas, na sua maioria membros da segurança pública.


A sociedade ficou sitiada, ônibus incendiados, bancos depredados, policiais covardemente assassinados, os presídios paulistas em convulsão, o sistema entrando em colapso de forma simultânea e assim foi em outros Estados da federação, onde as células criminosas operam e que não foi exposto pelos meios de comunicação para não gerar uma calamidade maior.


Decorrido isso, não se houve falar mais em nada. O sistema esta calmo, os chefões em tese, presos, isolados, os morros cariocas em tese pacificados, Mister Obama vem ao Brasil, e o brasileiro faz festa, eventos de lutas mistas para adoçar a vida do brasileiro e esse mesmo Brasil, esquece que naquela mesma cidade, Rio de Janeiro, na zona oeste, no ano de 2011, doze crianças foram vítimas de um atentado terrorista. Sim, terrorista. Mas no Brasil? Sim, na terra das belas mulatas, dos corpos sarados e suados.


Um “louco”, terrorista, invade uma escola, ás 08hs da manhã, do dia 07 de Abril, e se achando “deus” decide quem morre e quem vive, desencadeando uma barbárie sem precedentes, como todo covarde, dizem que ele se matou.


Ainda no mesmo mês, do mesmo ano, a revista Veja, publica uma excelente matéria intitulada “A rede do terror no Brasil”, onde consta em suma a seguinte informação: a Polícia Federal tem provas de que a Al Qaeda e outras quatro organizações terroristas usam o Brasil para divulgar propaganda, planejar atentados, financiar operações e aliciar militantes. Terroristas se aproveitam de brechas nas leis brasileiras para se instalar aqui.” As leis brasileiras não punem, não dão continuidade as investigações, não tem um grupo, uma célula de Inteligência para dar continuidade aos trabalhos de investigação e colhetas de informação, mapear suspeitos e tomar medidas aniterror, ainda que pese, o fato da Constituição Federal, dizer no seu bojo que, o terror é crime inafiançável e imprescritível.


Mas o que o governo brasileiro fez, extinguiu o grupo de Delegados Federais que formavam uma divisão para investigar essas e outras informações que eram repassadas de forma contundente pelo FBI e CIA, que no Brasil existem células terroristas, usando e abusando do descaso e passe livre que é nossas fronteiras, para darem vazam aos seus planos e estratégias de terror, lavando dinheiro, recrutando, treinando, e preparando seu seguidores que nascem, que surgem nas mais diversas camadas sociais e nações, num País que é o paraíso da impunidade. Será que foi ao acaso que o traficante Columbiano, Juan Carlos Abadia, escolheu o Brasil para morar e tocar seus negócios?


Só porque temos uma bela vegetação, um povo alegre, despreocupado, amistoso, cordial e que adora um churrasco aos fins de semana? Acho que não né! Ou ele escolheu esse País porque, como bom estrategista, sabia que ao ser preso aqui e extraditado para os Estados Unidos, ele teria que cumprir lá, as generosas penas que são aplicadas a sua Excelência o Senhor Bandido aqui no Brasil? Esperto o garoto né! E tolinhos os brasileiros né!


Olha só que informa, o site da Wikipédia, sob nosso ilustre ex-morador: O bilionário traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia, o “Chupeta”, preso no Brasil, usava submarinos de 20 metros de comprimento para levar cocaína para os Estados Unidos. Pelo menos 10 embarcações envolvidas no tráfico já foram apreendidas. Além disso, a quadrilha montada pelo colombiano tinha a intenção de criar empresa de táxi aéreo no Aeroporto do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. O objetivo era facilitar o transporte de valores e de integrantes do grupo, evitando, assim, a fiscalização nos vôos de carreira. O aeroporto foi escolhido por ser pequeno e não ter controle rígido como em Congonhas e Cumbica.”


Hoje, dia 22/03/2012, acordamos ao som dessa manchete, noticiada por todos os meios de comunicação brasileiro, que repercutiu no mundo: “Agência BrasilPublicação: 22/03/2012 11:31 Atualização: 22/03/2012 11:37
Curitiba – 
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (22/3) Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello, responsáveis por publicar mensagens com conteúdo discriminatório no site silviokoerich.org. Os dois foram presos em um hotel no centro de Curitiba, durante a Operação Intolerância, deflagrada nesta quinta-feira pela PF, na capital paranaense. Rodrigues mora em Curitiba e Mello, em Brasília.
As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, unidade especializada da Polícia Federal. De acordo com o delegado Flúvio Cardinelli, há meses os dois vinham postando no site mensagens de apologia a crimes de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitações a abuso sexual contra crianças.
Um dos conteúdos divulgados no site apoiava Wellington Menezes de Oliveira, que em abril de 2011 atirou em alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Doze crianças morreram e dez ficaram feridas. Os presos contaram à polícia que foram procurados por Oliveira, para orientá-lo sobre como proceder na ação criminosa. De acordo com Cardinelli, eles disseram ainda pertencer a uma seita que prega o extermínio de quem “não é fiel à causa”.
O Ministério Público Federal recebeu, até o dia 14 de março, quase 70 mil denúncias relacionadas ao conteúdo discriminatório do site.
Os dois presos vão responder por crimes de incitação e indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7.716/89); de incitação à prática de crime (Artigo 286 do Código Penal) e de publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8.069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA). -
Fonte
www.correioweb.com.br

E ai autoridades brasileiras vamos continuar esperando a próximo atentado de qual “escola de Realengo” agora? Vamos continuar deixando a Nação pão e leite adormecida naquela falsa sensação de segurança, para que a desordem pública seja estabelecida? Precaução e caldo de galinha não faz mal a ninguém.

A segurança pública com seus profissionais dedicados, pois existem aqueles que são sérios, honestos e dedicados, que são comprometidos com seus juramentos e o manto que vestem, assim bem como as Forças Armadas, precisam de investimento sério, a única Agência de Inteligência que temos, precisa ser valorizada, reforçada, depois ficamos aqui boqueabertos com a estrutura dos mecanismos de Inteligência e segurança pública dos Países desenvolvidos. Até quando vamos continuar de olhos fechados como se nada estivesse acontecendo? Amanhã o brasileiro comum, vai sair para o trabalho, carregando sua marmita ou vale refeição, e no final do dia ir pro seu merecido happy hour, enquanto que o câncer continua crescendo, sem depois ter como administrar o antídoto certo e necessário. Acorda Brasil!!!






sexta-feira, 22 de julho de 2011

Senadora Vanessa na CCJ sabatina do ministro Luiz Fux para o STF

Delegado da PF mata assaltante em Londrina - PR

DELEGADO DE POLÍCIA MA Ressocialização de presos é possível

Fica ai um tapa na cara daqueles que acham e defendem que esse tipo de gente tem recuperação. O sujeito afronta o Estado, banaliza a vida, intimida um Membro do MP, desfruta do dinheiro público, tem as beneses dos instrumentos da lei e ainda se senti no direito de ser temido e respeitado por fazer parte do poder paralelo. Tem que ri para não chorar!!!

Pleno - STF concede liberdade a Cesare Battisti (6/6)

Curso Especial de Segurança TRF

JUIZ MAIS PROTEGIDO DO BRASIL

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Deixou de ter razão de Ser

No dia 08 de Junho de 2011, o STF, a Suprema Corte do Judiciário brasiliero, arquivou, a Reclamação em que o governo da Itália apontou ilegalidade do ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que negou extradição do italiano Cesare Battisti.

Nesse dia, era por volta das 14hs, eu circulava pelas dependências do STF e vía a grande multidão de ativistas, faixas, bandeiras, carros de som e muito barulho em frente a Suprema Corte, enquanto que lá no plenário julgava-se o caso supra. Entreguei por alguns minutos aos meus humildes pensamentos, desprovidos de experiências das ditaduras e seu exilios e qustionei-me na minha confessa ignorância, se nas cortes lá fora, no exterior, quando algum brasiliero é preso, se haveria todo esse aparado e como seriamos recibos, surgiram varios pontos de "????"

Muitos são os casos de nossos patricios que correm lá fora que não nos dá-mos conta da dimensão de como somos vistos como nada e não são por razões criminosas como no caso do senhor Battisti, são casos que envolvem questões nobres, questões senimentais, como no caso do menino Sean, em que a Corte americana tá nem aí pra justiça brasiliera e seus recursos, temos o caso do surfista brasileiro que em 2004 foi condenado a morte na Indonésia por ter sido pego com 13,4 kgs de cocaína, diz os jornais que Lula teve o pedido de clemência negado pelo Presidente da Indonésia.

E o mais interessante nisso tudo é que eu não ví, o mesmo grupo de ativistas, clamando a pleno a plenos pulmões pela liberdade do Battisti, por esse brasileiro, e os ativistas que lá estavam debaixo de sol intenso, eram todos brasileiros e não italianos, todos "lulinhas".

Um Presidente da República que parte de uma "suposição", um juízo não fundado, um juízo hipotético, um ato subjetivo e puramente arbitrario(palavras do Senhor Ministro Cézar Pelusso). Eu poderia aqui fazer menções ao seu extenso curriculum judiridico, mas se faz desnecessário pelo seu brilhantismo e frutos dignos de serem colhidos e seguidos.

Também são suas palavras: "O Presidente da República(Lula) neste caso descumpriu a lei e a decisão do Supremo Tribunal Federal." Esperar o que de um homem que viveu a maior parte da vida do lado oposto e se dizia o Robin Hood da nação brasileira? Um carregador de marmita como eu, que ainda hoje carrego, mas estou estudando e nem sou "maria vai com as outras", pelo menos todas as noites posso encarar minha filha nos olhos, dai-lhe um beijo de boa noite, sem ter vergonha de no dia seguinte ela ser submetida ao ridiculo das asneiras que eu venha cometer, porque fui criado de forma honrada e esse é meu maior patrimonio, não preciso rolar na lama para agradar ninguém.

Como disse o ilustre Presidente do STF:"Deixou de ter razão de Ser", um ato soberano, prático por um covarde no apagar das luzes das salas do Planalto, anistiando um bandido, um criminoso, que nem problema nosso é, enquanto que o que era e é de nossa competência e interesse, ele não deu a miníma.

Mas em breve ele volta, quem sabe em 2014, ai ele trara consigo a "exuberante democracia da pobreza", suado pelas ruas, beijando e afagando, no anseio de ser eleito por mais oito anos, cumprindo seu fiel papel de Robin Hood da nação.

Penso que Juscelino, José Alencar, Rui Barbosa e tantos outros dignatários brasileiros que contribuiram para a democracia e seriedade desse País, devem ficar envergonhados dos atos de "suposição" que comandam o País. Enquanto que eles tinham medo da desonra, outros como o "Lulinha paz e amor" se sentem avontade em construir sua "história". Quem diria que um dia eu simpatizei-me pelo PT, criado pelo humilde metalurgico, o Robin Hood duas caras.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Cor do direito

A sociedade brasileira nesses últimos dias, tem sido acordada e adormecida, com debates acalorados, moviementos em massa e diversas teses levantadas, defendidas e exaradas nas mais diversas tribunas, ruas, meios sociais e butecos de esquinas, sob os direitos dos homossexuais e a união homoafetiva. Século XXI.

Voltando no tempo, nos meados da década de 40 usando o código penal como balizador da idéia, tinhamos a discussão á época de maneira timida, calma como um laguinho no interior da roça, a questão do racismo. Indo mais longe e agora usando parte do texto do ilustre advogado Edison Maluf, exposto num belissímo artigo que encontra-se no seu site, recomendo a leitura, www.advogado.adv.br/artigos , quero usar alguns trechos.

Então vamos mais longe na história da humanidade, chegando nas Ordenações Filipinas, onde NADA, absolutamente NADA, fala sob o preconceito de nenhuma espécie e pasmem já existia nesses idos a escravidão humana, não só de negros, mas dos índios também, "mas não havia condenação a essa prática pública ao racismo, pelo contrário havia um estimulo por parte do Estado para prática do racismo, da discriminação e da seletividade, como por exemplo: contra judeus, ciganos, mouros, os quais eram obrigados a usar roupas e chapéus de determinada cor, forma etc. e se não o fizessem, estariam praticando uma infração penal."

Em 2004, reacendeu-se a discursão racial em diversas frentes, tribunas, escolas, universidades, movimentos, meios sociais, esquinas, "butecos", em todo canto, haviam os contra e os afavores, todos com suas teses formuladas.

Novamente, diversas mobilizações foram feitas, discursões acaloradas, enfim todo um aparato estatal e paraestatal envolvido, mas nenhum consenso.

Concordo com o que diz a professora Zélia Amador de Deus, uma das fundadoras do movimento negro do Estado do Pará:

"A nossa luta é que os negros saiam do patamar de desvantagem e passem a alcançar um patamar de igualdade em relação aos grupos que não foram vítimas de discriminação". www. ufpa.br/beiradorio/arquivo/beira12/noticias/noticia5.htm

Sou Negro e como tal tenho minhas idéias, minhas convicções, crenças, ponto de vista e teses que não convém aqui mencionar, mas fico pensando se o Ministro Joaquim Barbosa, do STF, e o Ministro Benedito Gonçalves, do STJ, que preside a Primeira Turma, que recebeu no ano de 2010, a medalha Tiradentes pela Assembléia legislativa do Rio de Janeiro, honraria essa concedida a pessoas que tenham contribuído com relevantes serviços á causa pública daquele Estado. Cito esses dois negros, porém existem outros tão bons quanto. Veja bem, o primeiro iniciou e terminou seus estudos num colégio público de Brasília e trabalhou em uma grafíca de um jornal local. Já pensou se esses homens sentassem a beira da estrada e ficassem lamentando o fato de não haver politicas públicas que os ajudassem a prosseguir em frente?!

A Igualdade se fez pelo que eles hoje são, pelo que eles buscaram, pelo que se tornaram e não pela cor da pele, e hoje desfrutam disso merecidamente, não havia cotas, não havia políticas sociais, não havia PL, nem movimentos em massa, discursos acalorados, NÃO, foi justamente no silêncio das noites, dos dias e enquanto adormecíamos, eles estudavam, buscavam, se choraram, as paredes viram e ouviram, mas seguiram em frente sem olhar para trás, sem olhar para o passado, sem olhar para dor, usaram o que era desfavorável a seu favor e venceram.

Hoje a cor que os desigualava dos demais, a suas inteligências, suas sabedorias, suas conquistas e seus méritos os igualam a seus pares e aos homem comum.

Se continuarmos nesse ritimo teremos muitas terras Raposa Terra do Sol para discutir, questão índigena, outra cor, teremos as questões da criação de um Estado Palestino ou não(nem assunto nosso é), outra cor, teremos as questões latifundiárias do MST para discutir, outra cor, e dessa vez a bandeira não é verde e amarela, mas deveria( Cadê o Stédeli?), bem esse é outro assunto, outra cor de direito que precisa ser discutida com mais profundidade, basta apenas lembrar aqui que durante o governo Lula, ele apareceu apenas em uma manifestação e depois sumiu, sumiu na mídia, mas se for olhar as folhas de alguns órgãos brasileiros, principalemente Ministérios, verá que ele aparece bem, em viagens para congressos, seminários e afins com dinheiro público, mas como disse essa é outra história a ser contada, no entanto, seguindo adiante, teremos também as discussões das células troncos, dos fetos anencéfalos, do código florestal, do morro do Bumba no Rio, do enriquecimento ilícito ou não dos policiticos, das corrupções praticadas por Membros do Ministério Público ou da Magistratura, vamos continuar discutindo o caso dos apadrinhados politicos que ocupam as vagas dos servidores públicos que passam nos concursos e não são chamados, porque nunca tem orçamento para cumprir com as obrigações dos concursos, mas ninguém fala das manobras das empresas terceirizadas juntamente com as diretorias desses órgãos fazem para burla uma ordem do Ministério Público, ai temos os casos do Nepotismo também, e assim vamos enumerar aqui muitas, mas muitas cores que o direito adota quando á interesses comuns de uma classe ou classes sob um determinado tema ou assunto que em tese é relevante a luz do entendimento deles.

O que doí e ainda que pese sua relevância dada a impotância pela sociedade como um todo e que não vemos uma mobilização tal qual, e uma manifestação sem precedentes e todos os demais mecanismos postos e impostos aqui elencados, é as coisas que de perto estão patentes, soltando aos olhos das autoridades e de todos, batendo não, arrombando as portas dos lares e das vidas, e que timidamente estamos dia após dia seguindo em frente e não reagimos.

São eles:
*Os crimes sexuais praticados contra as crianças;
*A violência no trânsito que mata mais que uma guerra;
*A Violência contra a mulher.(estão debochando da Lei Maria da Penha);
*A Lei da Palmada(o Estado querendo assumir a forma de instituição familiar na educação enquanto que o direito constitucional a verdadeira educação é produto de voto d eleição);
*A crueldade praticada aos vários "joão hélio". (e ai o que deu? o que vai dar?);
*A saúde pública. (Essa já não esta mais nos leitos dos hospitais, essa já morreu faz tempo eesqueceram de enterrar). Ainda dizem e pasmemq ue evoluimos muito, somos desenvolvidos nessa área porque temos o SUS, porque países desenvolvidos como o EUA não tem essa politica pública implantada, lá até mesmo o mais rico senão passa nos critérios impostos pelos mecanismos de saúde, não tem acesso a mesma, então temos motivo para nos orgulhar..rsrs..piada.
*Sem falar no ECA(Estatudo da Criança e do Adolescente), nosso maior avanço, nem os países mais desenvolvidos ousaram criar algo igual, tivemos apoio da Unicef e de outros mecanismos intermacionais...nossa que coisa!!!...agora o engraçado, engraçado não, o trágico é que esses mesmo mecanismos não apita no quintal da casa deles, esses mesmos mecanismos não visitam os lares destruitos pelos "menores" infratores, as crianças do crime...vitimas da sociedade e das desiguldades sociais. Eu cresci numa desigualdade social, foi vitima de bulling, discriminação, filho de pais separados ainda criança, sofri humilhação, mas nem por isso, matei, roubei, insurgi ou envolvi com dorgas, não nada disso, sabe o que sempre fiz, trabalhei e estudei, porque apesar de toda desgraça que me rodeava, eu me amava, amava minha vida, minha liberdade e sempre quis algo melhor para mim, não vou aqui discutir posições ou comportamentos psiquicos, não sou psicólogo e nem dado a teses acadêmicas poéticas de sua excelência o sr.criminoso, sou realista, e verdadeiro, criança e seu direitos morrerei defendendo e viverei lutando para que sejam cumpridos e respeitados, mas não posso furtar-me ao direito constitucional que de que a vida é o bem juridico de maior relevância. Bandido é bandido, criança é criança.

Mas isso é assunto para um outro texto, mas bem fundamentado, com suas leituras juridicas, textos legais, mas não deixarei de expôr minha opinião pessoal. Esse assunto é outra cor que o direito ganha. Ganha uma cor sem vida!

Bem, elencar aqui as outras mazelas que estão pendentes na sociedade só faria dar e criar mais cores ao direito que esta caminhando sem cor a passos lentos por causa do velho ditado: "Aos Amigos tudo! Aos inimigos os rigores da lei".

Só não esqueçam que a bandeira do Páís apesar de ter várias cores, ela ampara o mesmo povo, independente da cor e das suas escolhas, mas as consequências, é incolor.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

LIVRES E IGUAIS

Já dizia Tolstui que:"É no coração do homem que reside o Príncipio e o fim de todas as coisas".
Rosseau na sua celebre frase:"O Homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros".

Verdades como esta são contextualizadas dia a dia na vida daqueles que sofrem com as desiguladades sociais e raciais,não só no nosso País,mas no mundo.

Sei bem o que é isso. Já senti na pele o que é isso.

Falar de mim sem mostrar a dor do outro é negar minhas origens,minha vida e minha jornada pela terra. Todos nós algum dia em algum momento já fomos tido como estrangeiros e forasteiros na terra de nossa herança(Brasil).

Um Brasil com varios Brasís,de varios brasileiros.

Como ser Unos se somos divididos internamente. Como ser Unos se alguns julgam a cor da pele,o cabelo se é pichaim ou não,se Eu falo assim ou não. Como ser livre e igual numa terra em que as desigualdades falam por sí ou melhor gritam por sí.

Eu não posso falar de você sem olhar pra mim.